domingo, 23 de setembro de 2012

Brasil: a cultura da crítica, da corrupção, da vantagem indevida e do mau comportamento
 
Milton Corrêa da Costa
 
A sociedade brasileira, é fato notório, a todo instante dá inúmeros exemplos de atos de corrupção, violência, desrespeito ao próximo, mau comportamento e deseducação, mas paradoxalemnte é também extremamente crítica com o que cada um faz. É a célebre cultura que se pode chamar do 'faço o que eu digo, mas não faço o que eu faço". Senão vejamos:
 
Rouba-se o dinheiro público (vide o vergonhoso escândalo do mensalão) e critica-se a corrupção na política, porém troca-se o nosso voto por cestas básicas, migalhas de bolsas-tudo, sacos de cimento, tijolos, alimentação; litros de gasolina; dinheiro, por ameaça e medo das milícias e por falsas promessas de campanha; sonega-se impostos através do caixa dois mas exige-se melhoria dos serviços públicos; avança-se o sinal de trânsito. dirige-se em excesso de velocidade e alcoolizado ou embriagado; faz-se dos carros uma arma mortífera, em rodovias e vias urbanas; transita-se com motos em zigue zague fazendo piruetas entre os carros; escarra-se e joga-se pontas de cigarro na via pública; joga-se lixo em encostas; papel, embalagens e garrafas plásticas nas ruas e reclama-se das enchentes das chuvas pelo entupimento de bueiros e galerias pluviais; compra-se mercadorias em camelôs em áreas não autorizados e reclama-se que impedem a livre circulação de pedestres nas calçadas; deixa-se de efetuar a vistoria dos carros e polui-se o meio ambiente com monóxido de carbono; joga-se, através de nossas indústrias, CO2 na atmosfera e direciona-se lixo, resíduos químicos e esgoto in natura, para rios, mares e lagoas.
 
Trata-se com desprezo e indiferença os animais, agride-se, covardemente, mulheres e homossexuais; tem-se torcidas de futebol "organizadas" para o crime e a violência; corrompe-se o guarda de trãnsito; exige-se uma polícia incorruptível; faz-se "gato" de TV e de energia elétrica; mente-se fraudando espertamente o imposto de renda; fura-se filas; pretende-se levar vantagem em tudo; estaciona-se em locais proibidos; grafita-se emporcalhando e pichando paredes; protege-se legalmente menores infratores, que matam e estupram, pelo anacrônico instituto jurídico da inimputabilidade; faz-se xixi em via pública; preferes-se o transporte individual  em detrimento ao coletivo ou de massa e congestiona-se as vias de circulação; despreza-se o transporte solidário; tem-se transporte público sem conforto para o usuário; destroi-se, como vândalos, trens e ônibus; quebra-se os 'orelhões'públicos; rouba-se a fiação de redes de trem; entope-se boeiros; estaciona-se sobre as calçadas impedindo a circulação de pedestres; dá-se fechadas no trânsito e arranca-se bruscamente cantando pneus e cobra-se educação de trânsito; ouve-se rádios em carros em som desesperador e produz-se ronco estridente de motos numa poluição sonora que fere gravemente os ouvidos do próximo.
 
Circula-se com carros em péssimo estado de conservação; transita-se sem cinto de segurança nos carros e sem capacete nas motos; bebe-se e dirige-se e depois reivindica-se o direito constitucional de não se submeter ao bafômetro para encobrir a gravíssima infração; cultua-se músicas de funk ('funk do proibidão) com letras de apologia ao tráfico e de desafio ao aparelho policial; frauda-se licitações públicas ( cartas marcadas); superfatura-se itens de licitação; desvia-se verbas para enchentes e desabrigados; desrespeita-se professores em sala de aula; pratica-se o bullyng contra indefesos; adia-se (sempre) o endurecimento das leis penais; não resolve-se o problema de menores e mendigos abandonados em vias públicas; fuma-se crack, maconha e cheira-se cocaína, financiando os fuzis do tráfico e a violência, porém exigem plena segurança pública e ainda almeja-se perigosamente descriminalizar drogas colocando a juventude mais ainda em risco, escancarando a porta do proibido.
 
Enfim, com todas essas mazelas sociais, só resta mesmo fazermos uma mea-culpa para que possamos um dia, quem sabe, nos tornarmos efetivamente uma sociedade civilizada, onde o mau comportamento seja  a exceção e não a regra. As novas gerações precisam de exemplos positivos, hoje muito raros. Precisam de um Brasil melhor, onde haja respeito ao próximo,  cidadania consciente, confiança na classe política e no poder público e garantia de uma imprensa efetivamente livre nos princípios de uma democracia plena e não ameaçada em seu direito de investigar e trazer a público a informação verdadeira, sem sensacionalismo e parcialidade. Confiança numa nova polícia, democrática e cidadã, uma agência de serviço social que respeite a todos os cidadãos, independente de raça, cor, credo, sexo, sexualidade, condição social e cultural. Precisamos também conviver numa sociedade onde a lei seja efetivamente igual para todos e que a cultura do "sabe com quem está falando" seja coisa do passado.
 
Que o comportamento exemplar do Ministro Joaquim Barbosa, relator do processo do mensalão, e de todos os ministros do SupremoTribunal Federal, a mais alta Corte da Justiça Brasileira, sejam portanto o início de um novo Brasil, de uma Justiça exemplar, que nos livre efetivamente da crença na impunidade, desencorajando a cultura do mau comportamento, da vantagem ilícita, da falcatrua e do desrespeito com o dinheiro público. 
 
É preciso acreditar que a quebra de paradigmas e a mudança serão possíveis. O primeiro exemplo de cidadania está na correção de atitudes de cada um de nós. Então nossas futuras gerações dirão um dia, com todo orgulho, que vivemos num país onde os exemplos positivos são a regra não a exceção. É preciso acreditar e trabalhar pela mudança. O comportamento ético, consciente, educado e cidadão é possível. Só depende de nós;
 
Milton Corrêa da Costa é cidadão brasileiro que reconhece seus erros e tenta corrigí-los

quinta-feira, 20 de setembro de 2012


PM vai ao bar em São Paulo orientar motoristas (um bom exemplo)
 
 
colaboração Milton Corrêa da Costa
 
Motoristas que estiverem bebendo nos bares poderão ser abordados, a partir deste fim de semana, por policiais militares fardados, para conversar sobre os riscos de dirigir após beber e para receber orientações sobre “direção segura”. A iniciativa faz parte de um conjunto de ações anunciado nesta terça-feira pelo governo do Estado durante a Semana Nacional de Trânsito.
Segundo o comandante-geral da PM, coronel Roberval Ferreira França, durante as abordagens, os policiais vão distribuir panfletos com orientações sobre respeito aos limites de velocidade, aos pedestres, sobre uso de celular enquanto o motorista dirige e, claro, sobre evitar beber antes de dirigir. Mas ele diz que essa é apenas uma das 14 ações que a PM vai adotar até o fim deste ano. “É um conjunto, que inclui propaganda na TV e no rádio”, explica.
Na capital, segundo o capitão Paulo Oliveira, do Comando de Policiamento de Trânsito (CPTran), ainda está sendo definido se os policiais que abordarem motoristas nos bares vão levar o bafômetro. Entretanto, mesmo com o aparelho as ações terão caráter educativo. Oliveira afirma que as abordagens nos bares servem para alertar o cidadão sobre a presença de policiais na área.
As ações da PM foram anunciadas ontem em um seminário no Palácio dos Bandeirantes, sede do governo do Estado. No evento, a Secretaria de Planejamento e Desenvolvimento Regional também divulgou uma agenda de ações – a secretaria é a atual gestora do Departamento Estadual de Trânsito (Detran). Ao todo, o investimento é de R$ 85 milhões.
Um dos destaques é a criação da Escola Pública de Trânsito, que nasce com orçamento de R$ 15 milhões para dar cursos online para motoristas. O curso não é obrigatório, mas a ideia, segundo o secretário de Planejamento, Julio Francisco Semeghini Neto, é que sejam criados incentivos para os motoristas aderirem ao programa – como, por exemplo, a possibilidade de não sofrer punição por infrações leves de trânsito. “Se você é voluntário, faz todos os cursos, assume um compromisso e, depois, se transforma em um bom motorista, você vai perdendo pontos.”
Para isso, entretanto, o secretário Semeghini disse que seria preciso uma regulamentação específica por parte do Conselho Nacional de Trânsito (Contran) – o que não tem nenhuma data prevista para acontecer. Os primeiros 3 mil alunos dos cursos serão funcionários do Detran, que terão aulas a partir do mês que vem.
Outra novidade anunciada pelo governo é a criação do Infocrim do Trânsito, um sistema que vai coletar informações de todos os acidentes de trânsito do Estado, com data, hora e local, e será usado para adoção de medidas que tornem as vias mais seguras.
 
Fonte: Estadão.com.br (18/09 )
 
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UPP da Rocinha: a vitória da sociedade contra o banditismo 

 

 Milton Corrêa da Costa

 
 
A instalação, nesta quinta- feira 20/09, da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) da Favela da Rocinha, no Rio de Janeiro, assim como foi a ocupação do Complexo do Alemão e suas cercanias, pela união da forças de segurança, no memorável 25 de novembro de 2010, é um marco histórico da política de segurança do Estado, num projeto vitorioso de pacificação de comunidades até então submetidas, durante longos anos, ao medo, ao terror e à opressão das  arrmas de guerra, onde infelizmente algumas ainda se encontram sob o domínio de narcoterroristas em favelas não pacificadas, apesar da dura e permanente repressão policial.
 
 
A Rocinha, considerada até então área de difícil tomada pelas forças legais, face as suas características peculiares de favela-bairro e região extremamente acidentada (66% de sua área está acima da cota de 100m), era considerada o 'quartel general’ do poder financeiro do narcotráfico no Rio, fato que lhe conferia relevante importância estratégica na estrutura do narcoterrorismo. Situada na Zona Sul do Rio Barra da Tijuca , entre os bairros da Gávea e São Conrado, considerada a maior favela da América Latina (850 mil metros quadrados e 70 mil habitantes), a Rocinha era o principal centro de refino da pasta básica de coca no Rio, na produção da cocaína e outros derivados como o oxi e o crack - vários laboratórios de refino ali foram encontrados- além de importante centro de comércio do ecstasy, uma droga sintética muito consumida por jovens de classe média e alta. Por sua localização estratégica, situada entre a Zona Sul do Rio, atendia consumidores de drogas de maior.poder aquisitivo, os verdadeiros financiadores da violência e dos fuzis do banditismo.
 
É sabido que UPP não é projeto social, poré  é a estratégia de ordem pública que faltava para proceder a invasão social e trazer o resgate da cidadania e a paz a moradores das localidades onde estão instaladas. Na Rocinha falta saneamento básico -o índice de tuberculose na região é considerado alto- falta coleta eficiente de lixo, faltam ainda projetos de urbanismo, mas tudo isso será possível agora equacionar. Obviamente que não se pode imaginar, num processo de tamanha transformação, que moradores do local se livrem rapidamente do medo e das represálias do tráfico. As sequelas do medo e a desconfiança de moradores ainda persistirão por algum tempo. Só o tempo dará àquela comunidade e a outras já pacificadas- jã são 28 UPPs instaldas no Rio- a crença definitiva no poder legal do Estado. Haverá sempre um tempo de adaptação no aperfeiçoamento das relações polícia/comunidade, onde o policial militar precisa ser visto pelo morador da localidade como parceiro e verdadeiro defensor da cidadania e não como um simples fiscal da lei ou opressor. 

Fica constatado  também, que a era do “mitos do tráfico”, como o bandido Nem que ali reinava, é finda na Rocinha. O império agora é do poder legal do Estado, não o do medo e do terror. A consolidação da UPP na Favela da Rocinha é, portanto, o mais duro golpe até hoje desferido na estrutura econômica do narcotráfico no Rio e uma vitória da sociedade contra o banditismo. A Unidade de Polícia Pacificadora, uma estratégia de polícia de proximidade, é um novo tipo de policiamento, sólido e permanente na área de segurança pública. Uma política de estado. Um remédio atípico e eficiente para uma criminalidade atípica e violenta como a do Rio. 
 
A implantação da UPP da Rocinha representa, pois, mais um marco divisor na história policial do Rio, uma quebra de paradigmas e sobretudo a vitória da lei e da ordem. Ao governador Sérgio Cabral, ao secretário José Mariano Beltrame, ao aparelho policial do estado e aos dois policiais militares, que durante o processo de pacificação da localidade tombaram mortalmente no cumprimento do dever, os aplausos de toda a sociedade.O preço da liberdade e da paz social é a eterna vigilância. O sonho da paz agora é real.

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Milton Corrêa da Costa é tenente coronel da reserva da PM do Rio de Janeiro
 

terça-feira, 18 de setembro de 2012


A Semana Nacional de Trânsito e os 350 mil mortos em dez anos
 
 
Milton Corrêa da Costa
 
No momento em que dez pessoas morreram num acidente, envolvendo uma carreta e um micro-ônibus, que colidiram de frente, na madrugada deste domingo (16), na BR-116, próximo ao município de Irajuba, a 300 quilômetros de Salvador, onde as vítimas voltavam do corte de cana no interior de São Paulo para o município de São José da Tapera, e em que  um motorista invadiu uma área bloqueada para uma corrida na região do Parque do Ibirapuera, zona Sul de São Paulo, atropelando sete pessoas por volta das 8h30 deste domingo, onde pelo menos duas delas ficaram feridas e encaminhadas para um hospital da região, num contexto de permanente tragédias em rodovias e vias urbanas, inicia-se, nesta terça-feira, 18 de setembro, estendendo-se até o dia 25, a Semana Nacional Educativa de Trânsito, conforme estabelece o Art.326 do Código de Trânsito Brasileiro. Um oportuno período de reflexão para boa parte de nossos imprudentes, agressivos e deseducados motoristas.
 
 
Num país em que, nos últimos dez anos, ocorreram cerca de 350 mil óbitos no trânsito  - dez vezes a capacidade plena do Estádio Olímpico do Engenhão, no Rio-  sem falar nos que resultaram gravemente feridos, seria conveniente que primeiramente entendessemos  o disposto no Artigo 28 do CTB, antes de dar qualquer desculpa, injustificável,  por falhas e infrações cometidas por pura imprudência na direção veicular. Eis o importante postulado estabelecido no citado dispositivo de lei: “ O CONDUTOR DEVERÁ, A TODO MOMENTO, TER DOMÍNIO DE SEU VEÍCULO, DIRIGINDO-O COM ATENÇÃO E CUIDADOS INDISPENSÁVEIS À SEGURANÇA DO TRÂNSITO”. Obviamente que se motoristas e motociclistas assimilassem integralmente tal postulado o trânsito brasileiro se tornaria mais humano e menos violento, sem dúvida.
 
 
Para os que insistem em não assimilar tal ensinamento básico, ainda que acobertados pela benevolência das brechas da lei, que protege criminosos do volante, vale aqui lembrar que os graves acidentes de trânsito  geram invariavelmente as seguintes conseqüências danosas: gastos com despesas médico-hospitalares; perda com cargas transportadas; perdas de rendimentos futuros; pagamento de sentenas condenatórias de ressarcimento de danos, inclusive pensões vitalícias; gastos com danos às vias públicas e ao meio ambiente; absenteísmo com considerável afastamento da atividade de trabalho e mesmo estudantil; incapacidades definitivas para o trabalho e para a vida; sequelas físicas e psicológicas; infindáveis processos criminais por lesões corporais, embriaguez ao volante e homicídios, assoberbando varas criminais ; excessiva ocupação de leitos hospitalares nas clínicas de traumato-ortopedia; gastos excessivos pagos pelo SUS com recuperação médica e de benefícios pagos pelo INSS, por incapacidade temporária ou definitiva para o trabalho; altas somas pagas pelo seguro DPVAT; despesas com a recuperação de veículos; despesas com tratamento fisioterápico; pagamento de indenizações por danos materiais por parte das seguradoras; congestionamento do setor de emergência de hospitais públicos de pronto socorro; traumas familiares, etc. etc.
 
 
Registre-se que mais de um milhão de acidentes de trânsito ocorrem anualmente, em rodovias e vias urbanas  no país, numa assustadora média de 35 mil óbitos a cada ano, resultando milhares de feridos.  Quanto mais cresce a frota -hoje já acima de 70 milhões de veículos- mais acidentes ocorrem. Há sem dúvida um incômodo processo de deseducação, violência e imprudência no trânsito brasileiro. É por isso que  uma sutil, inteligente e esclarecedora mensagem, publicada recentemente numa revista de grande circulação no país, oriunda da FUNDACIÓN MAPFRE, alusiva à Semana de Trânsito, poderia servir para nos tocar e refletir sobre ela nesta semana educativa.. Senão vejamos a importante mensagem:
 
 
“Respeite os limites de velocidade. Mesmo que você seja um ótimo motorista, situações inesperadas o obrigam a frear bruscamente. Em atropelamentos a 30km,h, 10% das pessoas não sobrevivem. Mas a 40 km/h, o impacto será fatal para a metade dos atropelados. Já a 50km/h, 90% das vítimas morrerão”.
 
 
“5km a mais, uma vida a menos. Dirigir a apenas 5km/h acima do limite permitido dobra as chances de você se envolver em um acidente fatal nas cidades, em vias com velocidade máxima de 60km/h. O excesso de velocidade não acontece por acidente, é um escolha. Suas escolhas podem valer uma vida e conduzir todos a um futuro mais seguro”.
 
 
Que pelo menos a Semana Nacional Educativa de Trânsito sirva, portanto, para que todos nós, motoristas, pedestres, motociclistas e ciclistas, façamos a mea culpa. Lembre-se que tem há sempre alguém nos esperando no retorno do trânsito. Trânsito é meio de vida, não de barbárie e destruição humana. Aprenda-se, antes que o arrependimento seja tardio.
 
 
Milton Corrêa da Costa é tenente coronel da reserva da PM do Rio de Janeiro

domingo, 16 de setembro de 2012


O POVO BRASILEIRO, EM NOME DAS FUTURAS 

GERAÇÕES E DA MORALIDADE PÚBLICA, EXIGE 

APURAÇÃO JÁ.


'Veja' deste final de semana traz reportagem com o caso.
Advogado de Valério não confirma declarações.

Do G1, em Brasília
388 comentários
Marcos Valério - Capa revista Veja (Foto: Reprodução)Marcos Valério na capa da revista 'Veja'
deste fim de semana (Foto: G1)
Reportagem publicada na edição deste final de semana da revista “Veja” afirma que Marcos Valério, apontado como o operador do esquema que ficou conhecido como mensalão, disse a pessoas próximas que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva era o "chefe e fiador" do esquema e tinha conhecimento das operações do suposto esquema do mensalão, atualmente em julgamento pelo Supremo Tribunal Federal.
De acordo com a revista, a reportagem foi feita com base em declarações de parentes, amigos e pessoas associadas a Marcos Valério. O texto diz: "O medo ainda constrange Marcos Valério a limitar suas revelações a pessoas próximas. Até quando?".
Segundo a reportagem, Lula "teria se empenhado diretamente na coleta de dinheiro" para o esquema e tinha o ex-ministro José Dirceu, réu no processo do mensalão, como seu "braço direito".
Se confirmada, essa seria uma nova versão de Valério para o escândalo. Em diversas declarações desde 2005, Valério e nenhum outro réu no julgamento do mensalão no STF nunca haviam envolvido o ex-presidente diretamente ao caso. Lula não é réu no processo.
Segundo Marcelo Leonardo, advogado de Marcos Valério, o cliente dele não confirma nada do que está na edição da revista "Veja" deste sábado. Questionado se ele desmente o que foi publicado, o advogado se limitou a reafirmar que Marcos Valério não confirma nada e que a revista deixa claro, na "Carta ao Leitor", que ouviu "parentes, amigos e associados" para elaborar a reportagem.
O advogado disse que Marcos Valério não dá entrevista desde 2005, quando falou com a Globo Minas, e não seria agora que ele falaria.
Até o horário de publicação desta reportagem, o G1 tentou, mas não conseguiu contato com o Instituto Lula, que representa o ex-presidente, para comentar a reportagem da revista.
R$ 350 milhões
Segundo a publicação, o caixa do PT no esquema seria de “pelo menos” R$ 350 milhões. O valor é quase três vezes superior ao que foi denunciado pelo Ministério Público Federal.
“Da SMP&B vão achar só os 55 milhões, mas o caixa era muito maior. O caixa do PT foi de R$ 350 milhões, com dinheiro de outras empresas que nada tinham a ver com a SMP&B, nem com a DNA”, afirmou o empresário, segundo a revista.
A reportagem não informa quais seriam as fontes desses R$ 350 milhões.
Marcos Valério já foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que julga o processo do mensalão, pelos crimes de lavagem de dinheiro, corrupção ativa e peculato.
Segundo a reportagem, ao ser abordado pela revista na última quarta-feira (12) em Belo Horizonte, Marcos Valério afirmou. “O PT me transformou em bandido”.
A reportagem afirma que, nos últimos dias, Valério tem confidenciado a amigos e pessoas próximas detalhes de um acordo que teria firmado com o PT.
Segundo a revista, para proteger “figurões do partido”, Valério teria assumido a responsabilidade por crimes que não cometeu sozinho. Teria recebido garantias, segundo a revista, em troca do silêncio. A reportagem afirma que, para amigos, Valério afirmou que corre risco de morte caso conte tudo que sabe. “Vão me matar. Tenho de agradecer por estar vivo”, teria afirmado o empresário.
A reportagem afirma também que Delúbio Soares , que também é réu no processo do mensalão, tinha a missão de ajudar na captação dos recursos e definir o nome dos políticos que receberiam os recursos. O aval era dado pelo ex-ministro da Casa Civil José Dirceu, também réu no processo que está sendo julgado pelo STF.
Para ler mais sobre Julgamento do Mensalão, clique em g1.globo.com/politica/mensalao. Siga também o julgamento no Twitter e por RSS.


Em 15 de setembro de 2012 14:32, <mara@montezuma-fassa.com> escreveu:

Esta foi a maior derrota de Lula de todos os tempos...o mensalão na imprensa européia é considerado um legado do governo Lula! Ele negou até o fim que o mensalão tivesse existido...mas a verdade sempre aparece!
Mara
-------ESCÂNDALO DE CORRUPÇÃO DO BRASIL NA IMPRENSA INTERNACIONAL.
O STF deixou claro em definitivo: o mensalão existiu. Isso é uma triste verdade histórica, mas acaba de vez a falação mentirosa de Lula. O mensalão é o legado de Lula (assim está publicado no estrangeiro).
Sônia van Dijck
guardian mensalão (Foto: Reprodução)
O DIÁRIO BRITÂNICO 'The Guardian', em reportagem que cita 'julgamento do século' sobre
corrupção no Brasil, destaca foto do ex-ministro José Dirceu, um dos 38 réus (Foto: Reprodução)
mensalão chicago tribune (Foto: Reprodução)
O americano 'Chicago Tribune' destaca o julgamento que pode comprometer o legado do ex-presidente Lula (Foto: Reprodução)
BBC destacou início do julgamento em sua página principal (Foto: Reprodução)BBC destacou início do julgamento em sua página principal (Foto: Reprodução)
A emissora norte-americana "CBS" aponta que o julgamento, que tem como acusados membros do partido no poder, é um sinal positivo em um país onde o serviço público sempre foi marcado por corrupção e uma certa impunidade.
Rede CBS aponta que o juhamento é um sinal positivo para o Brasil (Foto: Reprodução)Rede CBS aponta que o julgamento é um sinal positivo para o Brasil (Foto: Reprodução)
A rede norte-americana "Bloomberg" abre sua reportagem sobre o julgamento questionando se uma das figuras políticas mais poderosas do Brasil pode acabar presa, referindo-se a José Dirceu.
A rede norte-americana Bloomberg abre sua reportagem falando de José Dirceu (Foto: Reprodução)
A rede norte-americana Bloomberg abre sua reportagem falando de José Dirceu (Foto: Reprodução)
O argentino ‘La Nación’ chamou o caso de ‘julgamento do século’ e ressalta o fato de o mensalão ter ocorrido no primeiro mandato do ex-presidente Lula. O texto também aponta que o mensalão foi “um gigantesco esquema de compra de apoio político com fundos públicos, que envolveu vários altos funcionários do Partido dos Trabalhadores (PT) e afetou o governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.”
O argentino ‘La Nación’ chamou o caso de ‘julgamento do século’ e ressalta o fato de o mensalão ter ocorrido no primeiro mandato do ex-presidente Lula (Foto: Reprodução)
O argentino ‘La Nación’ chamou o caso de ‘julgamento do século’ e ressalta o fato de o mensalão ter ocorrido no primeiro mandato do ex-presidente Lula (Foto: Reprodução)
O jornal ‘La Nación’ do Paraguai apresenta uma foto de Lula na reportagem e destaca que entre os réus estão ex-ministros, ex-deputados, empresários e banqueiros. O jornal também aponta que Lula não figura entre os acusados, conseguiu ser reeleito mesmo após o escândalo e sempre negou ter conhecimento do esquema.
O jornal ‘La Nación’ do Paraguay apresenta uma foto de Lula na reportagem e destaca que entre os réus estão ex-ministros, ex-deputados, empresários e banqueiros (Foto: Reprodução)
O jornal ‘La Nación’ do Paraguai apresenta uma foto de Lula na reportagem e destaca que entre os réus estão ex-ministros, ex-deputados, empresários e banqueiros (Foto: Reprodução)
O espanhol ‘ABC’ deu destaque para uma foto de Lula e diz que o mensalão é o maior escândalo da história brasileira, sem precedentes. A publicação também aponta que o julgamento deve durar um mês e que José Dirceu, ex-ministro da Casa Civil, está entre os acusados.
O espanhol ‘ABC’ deu destaque para uma foto de Lula e diz que o mensalão é o maior escândalo da história brasileira (Foto: Reprodução)
O espanhol ‘ABC’ deu destaque para uma foto de Lula e diz que o mensalão é o maior escândalo da história brasileira (Foto: Reprodução)
A agência italiana ‘Ansa’ destaca que o mensalão ocorreu na era Lula e que consistia no pagamento mensal de dinheiro para alguns deputados da oposição para que eles aprovassem projetos. O jornal também destaca que José Dirceu é um dos acusados.
A agência italiana ‘Ansa’ destaca que o mensalão ocorreu na era Lula (Foto: Reprodução)
A agência italiana ‘Ansa’ destaca que o mensalão ocorreu na era Lula

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Rio de Janeiro: nacoterroristas ameaçam a vida de policiais e cidadãos ordeiros
 
Milton Corrêa da Costa
 
 
O Rio de Janeiro está envolto, há longos anos, numa violenta e sangrenta guerra urbana, de caráter permanente, que ameaça perigosamente a vida de policiais e cidadãos ordeiros. Isso é fato real onde os últimos acontecimentos, na área policial, são a prova cabal de tal constatação. A violenta morte de um cadete da PM e a covarde e brutal morte de 07 jovens, entre 16 e 19 anos  -nenhum tinha antecedentes criminais- numa chocante chacina, do último final de semana, na Baixada Fluminense, Região Metropolitana do Rio, associada à morte do soldado da PM Diego Bruno Barbosa Henriques (25 anos), abatido com um tiro no rosto, na noite desta quinta-feira (13/09), quando em missão de patrulhamento a pé na Favela da Rocinha, comunidade em fase de processo de pacificação, surpreendido por bandidos ao dobrar uma viela, demonstram inequivocamente o grau de ousadia, crueldade e letalidade da doutrina narcoterrorista que assola o Rio de Janeiro, calcada no pretenso poder da arma de guerra, no comércio de drogas ilícitas, na afronta ao poder público, na implantação do medo e do terror e nas letras musicais de apologia ao tráfico, nos chamados "funks do proibidão", canções de desafio ao aparelho policial. 
 
O policial militar Diego não havia sequer completado um ano de ingresso na corporação e há um mês tinha concluído o Curso de Formação de Soldado. Tombou mortalmente no cumprimento do dever. É o segundo integrante da Polícia Militar morto em missão de defesa da sociedade no interior da Rocinha  -até então o quartel general das finanças do tráfico no Rio- desde o início da ocupação policial da localidade, em novembro de 2011.  Além dos dois policiais mais oito assassinatos ali ocorreram, inclusive de um líder comunitário, durante o difícil e complexo processo de pacificação de um ponto estratégico na disputa do comércio de drogas no Rio, até tempos atrás comandado pelo perigoso traficante Nem, hoje trancafiado num presídio de segurança máxima fora do Estado.
 
Na noite de 23 de julho último, a policial militar Fabiana Aparecida de Souza (30 anos), numa ação de emboscada no interior da Favela Nova Brasília (Complexo do Alemão), lutando bravamente contra um grupo de traficantes fortemente armados, também foi assassinada. Foi o primeiro caso de policial morta em favela com UPP já implantada, o que mais uma vez deixa claro que a guerra do Rio está muito longe de ter fim. Bandidos continuam a levar o terror onde lhes é possível, a exemplo de outras localidades violentas, como a Chatuba, em Mesquita, Chapadão, entre Costa Barros e Pavuna, e Favelas do Rola e Antares, em Santa Cruz. Comunidades que ainda vivem sob o império do terror e do medo, ainda que alvos constantes da dura repressão policial contra a criminalidade violenta ali reinantes.
 
A polícia do Rio, atuando num país calcado numa benevolente lei penal, que beneficia criminosos, com carência de efetivo maior para suprir todas as demandas de uma ambiência de uma violenta guerra urbana, onde a população civil sofre fortemente seus efeitos, têm procurado cumprir a sua difícil e complexa missão e tenta corrigir os desvios de conduta e o uso desproporcial da força legal. É muito bem vinda, inclusive, a recente notícia de que a Polícia Militar implanta agora o Programa de Controle de Uso da Força e de Armas de Fogo, além do combate à preocupante questão da corrupção policial, cultura fortemente arraigada nas instituições policiais no país.
 
A resposta aos recentes e desafiadores episódios de violência, perpetrados por perigosos marginais da lei, têm que ser prontamente dada pelo poder legal do estado, porém nos estritos limites da lei. A energia deve ser a necessãria e a na medida necessária. A missão policial se pauta pelos princípios basilares da técnica, do equilíbrio, do uso seletivo da força e no respeito às minorias e a qualquer cidadão, independente de raça, credo, cor, sexo, sexualidade e condiçaõ social ou cultural. O preço da liberdade e da paz social é a eterna vigilância. Por enquanto qualquer um de nós, em meio a violenta guerra urbana, pode ser a próxima vítima.
 
Milton Corrêa da Costa é tenente coronel da reserva da PM do Rio de Janeiro
 

quarta-feira, 5 de setembro de 2012



Brasil é o segundo maior consumidor de 

cocaína do mundo
 
 
colaboração de Milton Corrêa da Costa
 
FONTE G1 (05/09/12)
Mais de 6 milhões de brasileiros já usaram cocaína, crack, óxi ou merla.
Unifesp divulgou segunda parte de levantamento detalhado sobre drogas.

O Brasil é o segundo maior consumidor de cocaína e derivados, atrás apenas dos Estados Unidos, de acordo com o segundo Levantamento Nacional de Álcool e Drogas (Lenad), feito pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). O estudo mostra que o país responde hoje por 20% do mercado mundial da droga.

Só no último ano, 2,6 milhões de adultos e 244 mil adolescentes consumiram a droga sob alguma forma. Desses usuários, 78% aspiraram apenas a cocaína em pó. Outros 5% apenas fumaram seus derivados – crack, óxi ou merla – e 17% usaram as duas formas da droga. Destes indivíduos, 27% fizeram uso diário ou superior a duas vezes por semana, e 14% admitiram já ter injetado a droga na veia em alguma ocasião,

Ao todo, mais de 6 milhões de brasileiros já usaram a cocaína ou algum derivado alguma vez na vida. Os números mostram ainda que cerca de 2 milhões de brasileiros já fumaram crack, óxi ou merla pelo menos uma vez.

Segundo os autores da pesquisa, coordenada pelo psiquiatra Ronaldo Laranjeira, essa é a “primeira amostra representativa da população brasileira sobre o uso e a dependência de cocaína”. Por isso, dá uma noção mais precisa de onde o Brasil se encontra hoje entre os consumidores da droga.

A pesquisa mostra inclusive uma mudança do papel no Brasil no tráfico internacional. Antigamente, o país era usado como rota de passagem para a cocaína, que seguia para os EUA ou Europa. Hoje ela já para por aqui – até 60% da droga produzida na Bolívia tem o Brasil como destino.

Nos rankings internacionais, as informações sobre cocaína e seus derivados geralmente aparecem combinadas, já que as substâncias vêm de uma pasta-base comum. Por isso, é impossível afirmar que o Brasil seja o maior consumidor de crack do mundo hoje, embora os pesquisadores acreditem nisso.

“Nenhum outro país tem 1 milhão de consumidores [de crack] atualmente”, afirmou Laranjeira. Pelos dados do Lenad, um em cada cem adultos no Brasil fumou crack no último ano.

A pesquisa
O estudo entrevistou 4.607 pessoas com idade mínima de 14 anos, das cinco regiões do país, sobre o consumo de cocaína aspirada ou fumada.

A presença da cocaína se mostrou três vezes maior nas áreas urbanas, com principal incidência no Sudeste – 46% dos usuários, ou 1,4 milhão de pessoas, estão concentrados nessa região. Depois vêm o Nordeste (27%), o Norte e o Centro-Oeste (10% cada) e o Sul (7%).

O contato com a droga começa cedo. Quase metade (45%) dos usuários provou a substância pela primeira vez antes dos 18 anos. Essa experimentação precoce, de acordo com os pesquisadores, aumenta o risco de uso de outras drogas ao longo da vida e da incidência de doenças psiquiátricas.

Além disso, o estudo identificou que quase metade (48%) dos consumidores de cocaína se tornou dependente e, destes, 30% disseram que pretendem parar nos próximos meses. Apenas 1% afirmaram que já haviam procurado algum tipo de tratamento.

Ainda entre os usuários de cocaína, 78% disseram que acham fácil conseguir a droga e 10% admitiram já ter vendido alguma parte do que tinham.

Porta de entrada
O levantamento não conclui se a maconha é ou não uma porta para drogas mais pesadas, como a cocaína e o crack. Apesar disso, a pesquisa aponta que 70% dos usuários de cocaína também usam maconha e 41% dos consumidores de maconha usam cocaína ao mesmo tempo. No início de agosto, foram divulgados dados sobre uso e dependência de maconha.

Outro fator que contribui para o uso de drogas no Brasil, na opinião de Laranjeira, é o baixo preço delas, pelo menos cinco vezes menor do que no exterior. “No passado, a cocaína era a champanhe das drogas, hoje é a cerveja”, compara o psiquiatra.

Ele ressalta que, embora os usuários de crack sejam em menor número, a preocupação é maior por causa da alta taxa de mortalidade: quase um terço morre em um prazo de cinco a dez anos.

Os pesquisadores dizem, ainda, que é difícil chegar a um número aproximado de usuários de drogas, e que ele deve ser bem maior. Por isso, também fizeram uma pergunta indireta às pessoas, se elas conheciam alguém que usa cocaína, e 22% responderam que sim.


SOBRE A MERLA
A merla é uma droga derivada da cocaína. É uma junção das folhas da coca com alguns produtos químicos como ácido sulfúrico, querosene, cal virgem entre outros que ao ser misturado se transforma numa pasta onde se concentra em torno de 40 a 70% de cocaína. É ingerida pura ou misturada num cigarro normal ou num cigarro de maconha.
É uma droga super perigosa causando dependência física e psíquica ao paciente, além de danos ao organismo irreparáveis.
É absorvida pela mucosa pulmonar rapidamente e assim como a cocaína é excitante ao sistema nervoso. Causa euforia, diminuição de fadiga, aumento de energia, diminuição do sono, do apetite e consequentemente causa perda de peso bastante expressiva e psicose tóxica como alucinações, delírios e confusões mentais.
Durante o uso da merla, o usuário pode ter convulsões e perda de consciência. As convulsões podem levar o usuário a ter uma parada respiratória, coma, parada cardíaca e a morte. Ao passar o efeito da merla, o usuário sente medo, depressão e paranóia de perseguição que em alguns casos leva o usuário ao suicídio.
O usuário da merla normalmente apresenta a ponta dos dedos amarelada, olhos avermelhados, lacrimejados e irritados, respiração difícil, tremores nas mãos, irritação e inquietação. Ao longo do tempo o usuário perde seus dentes pois na merla existe um composto misturado chamado ácido de bateria que começa a furar os dentes até que a perda total acontece.
Fonte: Drogas - Brasil Escola

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Torcedores assassinos amedrontam a sociedade
 
Milton Corrêa da Costa
Como se não bastassem os atos de violência, perpetrados por perigosos narcotraficantes, que ameaçam permanentemente a paz social, como no caso da Favela do Rola, em Santa Cruz, na Zona Oeste do Rio, colocando sob constante risco de vida moradores da localidade e policiais que ali intervém, torcedores de futebol (bandidos arruaceiros) acabam de protagonizar, no último domingo (19/08), antes da partida entre Vasco e Flamengo, pelo Campeonato Brasileiro, no bairro de Tomás Coelho, subúrbio do Rio, mais um violento episódio onde, no confronto mortal, previamente agendado em redes sociais, foi assassinado o torcedor vascaíno Diego Martins Leal, de 29 anos.
O conflito começou momemtos antes do jogo, quando torcedores do Flamengo desceram de um ônibus, vindo de Resende, no Sul Fluminense, e ao passarem por um grupo de torcedores do Vasco, concentrados num porto de gasolina localizado na Rua Silva Vale, resolveram saltar para confrontar. Diego foi morto no interior de um bar. Um torcedor do Flamengo ficou ferido. O primo de Diego presenciou o crime. "Deram cinco disparos, e ainda deram facada nele. É uma violência que não acaba, briga de torcida organizada. Tinham marcado pelo Facebook", destacou. Cerca de 60 suspeitos de participarem da briga foram detidos e levados para a 44ª DP (Inhaúma). O principal suspeito foi também identificado e preso pela Polícia Militar, sendo ainda apreendidos fogos de artifício. Num outro confronto entre torcedores, no bairro de Jacarepaguá, seis deles foram feridos, sendo dois a tiros. Sete suspeitos foram presos.
Esta é, pois, a ameaça real e concreta que a população pacífica está sujeita, em razão dos combates mortais, que tornaram-se rotina fora dos estádios, empreendidos entre facções criminosas que mancham o futebol pentacampeão do mundo, que irá sediar a Copa de 2014. Profundamente lamentável que pseudotorcedores, bandidos de carteirinha, que almejam não torcer ou apoiar de forma civilizada seus clubes, extravasem insitintos tão vorazes e assassinos. Estamos falando de marginais que vestem camisas de tradicionais clubes, que usam arma de fogo e ferramentas próprias para o crime, não de torcedores que efetivamente amam seus clubes.
Só resta saber agora se dá porta pra fora de casa os pais (responsáveis) têm ciência da participação de seus filhos em tais grupos criminosos e o que fazem para monitorá-los e orientá-los. Depois não adianta alegar que foram surpreendidos pelos lamentáveis episódios de sangue, vandalismo e afronta à ordem pública. Tais jovens são tão bandidos quanto os narcotraficantes o são, agindo também acobertados pelo anonimato do grupo. 
A sociedade brasileira permanece, portanto, sob a ameaça dos valentões homicidas integrantes de "torcidas organizadas para o crime". Até quando?

Milton Corrêa da Costa é tenente coronel da reserva da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro